[a Leonor por ser vista aqui também]
Quarta-feira, 22 de Maio de 2013
Quarta-feira, 15 de Maio de 2013
Três momentos de uma única imagem
Sou observador. Mas distraído também. Reparei nas meias de uma delas quando subia a Garret. E num outro elemento de uma segunda destas miúdas numa loja do Bairro Alto. Lembro-me de sair para atender uma chamada e de, no momento em que a termino, estar virado para uma loja de roupa em segunda mão. Está ali há tanto tempo que – apesar do potencial de me tornar seu cliente ser perto de nulo – me apeteceu entrar. Ao entrar reparo numa rapariga bonita (porque, se me é permitido, antes de ser um gajo com um blogue sou apenas um gajo) e, ao sair, dou-me conta que a tal rapariga está com cada uma das miúdas em quem havia reparado antes. E, cansado, afundado no egoísmo de quem não lhe apetece esperar, sem querer interromper a busca do vestido perfeito (mas interrompendo) lá perguntei (sem lhes falar desta sucessão de encontros num espaço de cinco minutos):
– Vai uma foto?
[estes momentos podem ser vistos aqui também]
Quarta-feira, 8 de Maio de 2013
Quinta-feira, 2 de Maio de 2013
Marc & Pere
Lembrei-me agora
que, quando descobri uma certa hesitação nos seus rostos, lhes disse (deixando
de lado aquela dose de humildade que fica bem não interessa a “quem”):
- Eu não quero
apenas fazer-vos uma foto. Eu quero fazer-vos, senão “a”, pelo menos "uma das" fotos das
vossas vidas.
Menos mal, quando ontem se viram aqui, escreveram-me a dizer que o consegui
Quarta-feira, 24 de Abril de 2013
She's still sexy when she sweats

Acho que, em miúdo, a minha concepção de “estar bem vestido” me transportava, directamente, para um dado momento envolvido numa dada formalidade integrando, muito provavelmente, um dado evento realizado para celebrar uma dada ocasião. Ter-me-á, provavelmente, sido transmitido por uma avó ou uma amiga através de um comportamento mais ou menos efusivo, mais ou menos alambazado, num dia em que tivesse o cabelo irrepreensivelmente penteado e em que, eu mesmo, pelas opções que eu ou os meus pais tivessem tomado no que à minha indumentária diz respeito, me sentisse... mais “bem vestido”. Algures no liceu ter-me-ei deparado com o conceito de “ter estilo” e uns quantos sinónimos em jeito de calão (uns mais ridículos que outros) que, imagino, conferissem por essas alturas um dado capital social a quem as proferisse. E “estar bem vestido”, “ter estilo” ou o que quer que queiramos chamar a alguém que, pela forma como se apresenta diante de nós, nos cativa visualmente (por motivos que extravasam, objectivamente, uma dada anatomia corporal ou facial) deixou de, na minha cabeça, ser prerrogativa de um determinado momento, ocasião ou formalidade. E quantas vezes me diziam “devias era fotografar aqui ou ali porque as pessoas vão assim ou assado” quando é, precisamente, nos sítios onde há uma expectativa de encontrar pessoas que perderam mais tempo que o costume a pensar no que hão-de vestir que menos vontade tenho de fotografar. E é precisamente por causa desta lógica que esta fotografia me fazia falta há tanto tempo. Provavelmente desde que, no paredão de Carcavelos, me havia cruzado com um casal de amigos que me tinha deixado a pensar qualquer coisa como “até a transpirar aqueles sacanas têm pinta”. E é curioso porque foi justamente quando estava a transpirar com o mesmo casal que me havia deixado a pensar nessa imagem (diametralmente oposta àquela que, em miúdo, esmagado entre beijinhos e amassos, me fazia ouvir “estás tão lindo”) que vi a Sara e lhe disse que – por mais estranho que lhe pudesse parecer – gostaria de lhe fazer uma foto. E não queria fazê-lo num outro contexto qualquer. Queria fazê-lo, precisamente, à saída do ginásio
[esta publicação pode ser vista aqui também]
Quarta-feira, 17 de Abril de 2013
Quarta-feira, 10 de Abril de 2013
As miúdas que me fizeram perguntar ao meu amigo que ia a conduzir

"importas-te de voltar ao Largo da Graça e voltar a descer? é que acho que ainda apanho aquelas miúdas ali junto a São Vicente"
[as miúdas podem ser vistas aqui também]
Sexta-feira, 5 de Abril de 2013
A beleza das coisas simples
Quando se é
autor de uma publicação como esta uma das piores sensações que se pode
experimentar é sentir que não estamos à altura da situação. E não estar à
altura da situação é, por exemplo, não ter a máquina connosco quando estamos
perante alguém que adoraríamos ter por aqui. Não estar à altura da situação é
sentir que temos um blogue que mudou a nossa vida e não lhe prestamos sequer a
deferência de transportar a câmara connosco quando saímos de casa. No contracto
social que tenho comigo mesmo enquanto autor deste blogue está algures
decretado que não farei jamais o que quer que seja que não me apeteça fazer.
Que não transportarei a máquina quando me apetecer dar uma volta de mãos nos
bolsos, que não andarei à procura de alguém nem que se tenham passado duas semanas
sem fotografar ou que não redigirei um texto apenas porque faz tempo que não
escrevo um. E sinceramente, acho que é esse o segredo para continuar a vir a
esta página com prazer. Talvez não a visite ou edite tão frequentemente como
dantes. Talvez se passe um mês sem espreitar as estatísticas (que há 2, 3 e 4
anos verificaria diariamente) e talvez uma data de pequenas coisas que, se no
passado me preocupavam, hoje não me dou sequer conta delas. Mas há coisas que
não mudam. E uma delas é o gozo que tudo isto ainda me vai dando. O gozo que é
sair para comprar pão, manteiga ou leite (ou o que quer que me faltasse para um
pequeno almoço de Sábado) e tirar uma(s) fotografia(s) desta(s). O tal gozo que
me fez iniciar este blogue. O gozo de me cruzar algures nesta capital (cada vez
menos) periférica com pessoas que o nosso senso diário entende como “comuns”. O
tal conceito de pessoa que podemos encontrar ao nosso lado na escola, num banco
(instituição financeira ou assento estreito e comprido colocado num jardim),
num escritório, num atelier, numa oficina ou numa superfície comercial. O tal
conceito de pessoas que o nosso imaginário idealiza encontrar no metro, no
eléctrico, no autocarro, na passadeira ou no semáforo. O tal tipo de pessoa que
de tão genérico que é deixa de ser um tipo. E é neste momento que me recordo
daquilo que achei outrora ser o maior propósito deste blogue. Um elogio à
suposta banalidade. Um elogio aquilo que temos por “comum” (adj. 2g: do uso ou domínio de todos os de um lugar ou
colectividade; que acontece ou se encontra com frequência ou facilidade; que
tem características que se encontram em muitos exemplares; que é considerado
geral, habitual normal) [in
dicionário Priberam da Língua Portuguesa]. E agora que olho para esta imagem (cuja
simplicidade – umas botas e uma gabardina – serve tão bem este propósito) e me
lembro que foi tirada num Sábado de manhã enquanto esperava que chegassem as
carcaças que me iriam servir de pequeno almoço dou-me conta que, das 1001
coisas que me propus fazer na vida, esta tal de elogiar a suposta banalidade (e
de dar o devido valor às pequenas simplicidades da vida), foi seguramente a que
cumpri melhor
[estas mesmas coisas simples podem ser vista aqui]
Quarta-feira, 27 de Março de 2013
Afinal o desequilíbrio também é uma coisa gira
[uma sequência gira deste mesmo desequilíbrio pode ser vista aqui; outras imagens mais equilibradas desta mesma face podem ser vistas ali]
Quarta-feira, 20 de Março de 2013
Segunda-feira, 18 de Março de 2013
Quarta-feira, 13 de Março de 2013
Carolina (e o seu "robe-de-rue")

Quando vi a Carolina em frente a Serralves não lhe disse mas comentei comigo próprio que aquele casaco/trechcoat/ou-o-que-raio-lhe-queiram-chamar me fazia lembrar o roupão que ainda hoje está pendurado na porta do meu quarto em casa dos meus pais. Aliás, lembro-me de o exibir orgulhosamente na única pajama party para a qual fui convidado e de pensar que era uma pena não haver uma peça de roupa para usar fora de casa que se pudesse inspirar, de alguma forma, naquele bonito pedaço de lã. Pelos vistos alguém na Zara (não *#$#&@$ ninguém me pagou para dizer a marca, gostei tanto que desta vez fiz questão de perguntar) também deve ter, em casa dos pais ou dos avós, um roupão que nunca na vida vai querer deitar fora
[uma sequência gira deste mesmo roupão de trazer pela rua pode ser vista aqui; outros roupões e adereços desta mesma mesma Carolina podem ser vistos ali]
Quarta-feira, 6 de Março de 2013
Segunda-feira, 4 de Março de 2013
Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013
Domingo, 24 de Fevereiro de 2013
Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013
Impactante

(descobri, por quem aqui vem comentar, que a rapariga impactante tem um blogue; aqui fica ele)
[esta publicação pode ser vista aqui também]
Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013
Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2013
(também sei fazer) Cara de má

Dizia, no
outro dia, que as pessoas que aqui aparecem têm também o poder de
condicionar o que aqui acontece no futuro. Esta fotografia é prova disso mesmo.
Quando aceitei este trabalho perguntaram-me
se havia algum miúdo que eu gostaria de fotografar. E eu, acabado de me
apresentar à Leonor em pleno Miradouro
de São Pedro de Alcântara, encolhi os ombros e disse:
– Há aquela
miúda que fotografei no outro dia, a Leonor. A mãe escreveu-me, posso perguntar
se acha graça à ideia.
Assim foi. E
quando, naquele dia ao chegar ao Jardim da Estrela, vi a Leonor pela segunda
vez, percebi que o que quer que tivesse visto quando a havia avistado pela
primeira não era – como aliás já desconfiava – uma mera coincidência. E mais
não digo, que já começo a temer pelo ego da pequena
[a cara de má da
Leonor pode ser vista aqui também]
Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2013
Shunnoz & Tekasala
Às vezes
perguntam-me por quanto mais tempo me imagino a fazer isto. Quanto mais tempo
me imagino com pachorra para abordar gente aqui e ali. E sempre digo que haverá
um dia em que por isto, aquilo e um monte de motivos mais deixará de ter
sentido para mim assinar isto. Não sei quando virá esse dia (nem o vislumbro no
horizonte) mas, volta e meia, alguém me lembra porque é que não o sinto
aproximar. Foi isso que o Shunnoz e o Tekasala me fizeram sentir na passada
sexta-feira. Fizeram-me sentir que, quando temos por objecto toda a humanidade
(ou, pelo menos, a pequena amostra que o destino nos oferece), dificilmente
arriscamos o fastio. Porque quando saio de mim e me esforço por distanciar de
tudo isto dou-me conta do número de idiomas, acentos, localizações geográficas,
credos religiosos, ampla diversidade cultural e visual que cada uma destas
pessoas me oferece. E quando vamos visitar uns amigos a Alfragide e damos de
caras com o Shunnoz e o Tekasala há algo que se torna evidente. Torna-se
evidente que tão cedo não me farto disto
[esta publicação pode também ser vista aqui]
Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013
Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013
Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013
Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2013
Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2013
Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2013
Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2013
Kim

Quando se anda há um ano e nove meses a viajar de bicicleta desde a Coreia o estilo não será, muito provavelmente, a maior das nossas prioridades. Mas é curioso que o Kim, mesmo sem aparentemente disso se dar conta, não perdeu com o ano, os outros nove meses e os muitos quilos de bicicleta, o tal sentido de estética. Pelas minhas contas, deve andar pela Serra da Arrábida por estes dias
Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013
Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013
Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2013
Father & Son (Porto)
Não sei se o André pai alguma vez disse ao André filho “está na hora de ouvires o teu pai / puxa para ti essa cadeira” mas, uma coisa é certa, entre os costumes que um André herdou do outro está aquele que me faz parar alguém na rua e dizer:
- Boa tarde. Gostava de lhe tirar uma fotografia
E sim, claro que sim. O título deste post veio directamente daqui
[esta dupla pode ser vista aqui também]
Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2013
Quatro anos (de histórias improváveis)
No outro dia,
num casamento de uma amiga, uma miúda que nunca foi com a minha cara dizia-me
“tens feito um óptimo trabalho no blogue, estás de parabéns”. E lá lhe agradeci.
Meio perplexo, a pensar que até ela, a última pessoa de quem poderia esperar uma
palavra simpática, podia elogiar esta porcaria. Mas antes mesmo que pudesse
olhar para o mundo (ou sequer para ela) de forma distinta rematou “mas não me
convences que encontras aquelas pessoas na rua, que nada daquilo foi
combinado”. A verdade é que, depois de lhe questionar as capacidades cognitivas
em tom irónico, dei comigo a reconhecer que metade dos acontecimentos que
antecedem estas imagens são pouco ou nada credíveis. A pensar que, boa parte
das histórias que estão por trás destas fotos, soam pouco ou nada realistas.
A esta senhora,
à Christiane, e ao Baldo o seu galgo, encontrei-os em Paris
e, um ano mais tarde, cruzei-me com eles de novo. No contexto deste blogue e de
outras histórias que já contei aqui, este episódio, em bom rigor, não acresce algo
de completamente novo. Mas, para vos descrever esta narrativa com precisão, é
necessário regressar até Madrid um ano antes. Ela começa no momento em que
abordo um parisiense na Plaza
de Santa Ana e lhe tiro uma foto. Esta
foto. E prossegue quando me sento com ele e a namorada. Não perdemos o
contacto e acabámos por ficar amigos. Mais tarde quando o visitei em Paris e combinámos
às 17h nas Tulleries o Ugo esperava-me na sua Vespa. Uma imagem interessante
demais para que, antes mesmo de o cumprimentar, não tomasse a liberdade de
fazer esta
fotografia. E, no momento em que o fotografo, vejo-o excitado a apontar no
sentido oposto da minha perspectiva. Voltei-me. Estavam ali a Christiane e o
Baldo. A mesma Christiane e o mesmo Baldo com quem, pela mais pura das
casualidades, me voltaria a cruzar um ano mais tarde.
Em quatro anos não foi apenas a minha vida profissional que
mudou por causa deste blogue. Foi, no sentido mais lato que é possível imaginar-se,
toda uma vida que se transformou. Suponho que, cada um de nós quando começa um
blogue, espere que essa página acresça algo de novo à nossa vida. Aquilo que eu
não poderia esperar é que esta página mudasse a minha. Como não poderia sonhar
que, no momento em que fotografo um parisiense em Madrid, estivesse também a
fazer um amigo. Ou que, um ano depois em visita, tivesse direito a uma festa. Esta
festa, uma tal também que já passou por aqui antes. Por isso, quando digo
que tanto ou mais que estilo este blogue trata de pessoas, não o faço por
nenhum romantismo sôfrego. Faço-o por um motivo apenas. Faço-o porque é. Faço-o
apenas porque, por sinuosas e inusitadas vias, cada uma destas pessoas
determina também muito daquilo que está por diante. E se por algum motivo a minha
vida mudou tanto nestes últimos anos isso aconteceu, seguramente, por causa do
Ugo e de tantos outros que, por histórias muito ou pouco credíveis, tropeçaram
em mim um dia. Mas por esse tropeção estão dispensados de desculpas. Mais até,
sou eu que o agradeço
[este aniversário pode ser visto aqui também]
Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2012
Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2012
Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2012
Terça-feira, 11 de Dezembro de 2012
Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2012
1+1>2
que é a mesma coisa que dizer que cada um deles sozinho teria justificado uma (e muitas mais) fotos(s) mas que a imagem dos dois juntos quase que podia marcar uma era
[esta soma de resultado matemático duvidoso pode ser vista aqui também]
Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2012
Sexta-feira, 30 de Novembro de 2012
Sam
Perguntam-me “como é que encontra aquelas pessoas?”. Não as encontro, simplesmente dou por elas. Interesso-me, enventualmente, algo mais por aquilo que me rodeia. Num miúdo de farda achei o homem com mais pinta da praia de Carcavelos. No gesto banal de agarrar a prancha descobri o contraste perfeito com a gravata que levava ao pescoço. Eu não encontro ninguém. Presto-lhes apenas mais atenção que os demais. No momento em que um milanês escreve uma mensagem de texto, um madrileno passeia o seu cão ou uma lisboeta carrega dois garrafões de água. Não teria qualquer um de vós reparado em cada uma desta pessoas? Não teria qualquer um de vós reparado no Sam num daqueles dias de Inverno em que parece Verão em Carcavelos?
Quarta-feira, 28 de Novembro de 2012
Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012
Sexta-feira, 23 de Novembro de 2012
Anteontem Carcavelos lembrou-me Paris
[que é como quem diz que, quando esta 4ª feira fotografei a Carolina em Carcavelos, me lembrei dum retrato que havia feito semanas antes no Bois de Boulogne]
Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012
Sexta-feira, 16 de Novembro de 2012
Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012
Silvia & Silvia
[para as ver aos saltos passe por aqui. para as ver noutros preparos passe, respectivamente, aqui e ali]
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